terça-feira, 28 de outubro de 2008

Pois é, hoje eu tinha que retornar ao trabalho...

... mas com a publicação da lei que defere a licença à gestante por 6 meses, consegui a prorrogação por mais 60 dias e minha licença se estendeu até dezembro... mais o período de férias, entro recesso adentro... e só retorno em janeiro de 2009!!!!!!!!!! Uau!!!! hahahahha
Falando sério, estive pesando como tantas coisas mudam ao longo do tempo... situações mudam, o corpo muda, a cabeça muda, as pessoas mudam! E eu mudei... na época da licença do Gui, eu contei os dias pra voltar ao trabalho. Ficar em casa era um martírio pra mim, eu quase pirei!!! Não encontrava prazer em nada no dia a dia, não tinha grana pra nada, não tinha computador em casa, e com isso ficava isolada do mundo, e juntando isso e inúmeras outras coisinhas, eu simplesmente não curti minha licença.
Agora o papo é outro... vou pra academia todo dia de manhã, fico por lá 1 hora e meia. Tenho a Míriam em casa me apoiando todos os dias da semana, o que me dá liberdade pra marcar minhas coisas e sair de casa sem me preocupar. Tenho muito mais mordomias em casa do que em 2003, como um PC em casa com banda larga, o que me mantém "conectada" ao mundo, o que pra mim significa liberdade de expressão... tenho até Sky!!!! hahahahaha
E o principal disso tudo, hoje eu posso dizer que eu gosto de ter tempo pra curtir minha filhota, poder estar perto da Malu nessa fase gostosa das descobertas, das novidades, das risadinhas e dos altos "papos"! Dá pra curtir o Gui também, claro, mas ele já está num ritmo totalmente diferente... tô gostando de poder estar em casa, não tem sido sacrifício pra mim como foi da outra vez... acho que duas coisas contribuem muito para essa minha atitude diferente: uma é que o Gui veio num momento bem diferente do que vivo hoje (financeiramente falando), eu tinha apenas 1 anos e 9 meses de casada (não deu tempo de curtir nada a vida a dois), e só 25 anos de idade quando engravidei, e fui a primeira entre as minhas primas e amigas da mesma idade. Isso foi complicado na minha cabeça, pq de repente eu fiquei "separada" das demais... foi brabo! E a outra coisa que não tiro da cabeça é que a Malu é meu último bebê. Não pretendemos ter mais filhos, então tenho que curtir muito, pra não ter arrependimentos depois. Falei isso pro Marquinho outro dia, e desde então até ele assumiu uma postura mais "coruja" hahahaha Temos que aproveitar, afinal já sabemos que passa super rápido (o Gui já tem 5!!!), e daqui a pouco vamos "piscar" e a Malu já vai estar uma mocinha também...
Por essas e outras, gostei muito de ter tido minha licença prorrogada, e é muito bom poder estar em casa por mais 60 dias, embora nem eu pensasse que um dia eu diria isso. Mudar faz bem, né? : )

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Quatro coisas!

Essa brincadeira tá rolando nos blogs por aí, achei legal e por isso tô postando aqui também:
Quatro coisas sobre mim, que pode ser que você saiba ou não, em nenhuma ordem especial.
- 4 LUGARES EM QUE VIVO - sempre morei em São Gonçalo, mas todo ano vou ao Espírito Santo visitar minha família, e de vez em quando vou à São Paulo visitar família e amigos.
- 4 PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTIA QUANDO CRIANÇA - Xou da Xuxa, Balão Mágico, filmes do Elvis e do Jerry Lewis na Sessão da Tarde.
- 4 Desenhos preferidos: Caverna do Dragão, Smurfs, Luluzinha e Snoopy.
- 4 PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTO - Grey's Anatomy, House, ER e Lost.
- 4 FORMAS DIFERENTES QUE ME CHAMAM - Li, Lili, Lica e "ômãe" (assim, mesmo, tudo junto, o tempo todo hahahaha).
- 4 PESSOAS QUE TE MANDAM E-MAILS QUASE TODOS OS DIAS - grupo casadas e enroladas, Nane, Raquel e Saraiva.com.
- 4 COMIDAS FAVORITAS (só quatro???) - massas, sobremesas, caldinhos e bolos (hahaha acho que englobei um mundo de comida nessa minha resposta)
- 4 LUGARES EM QUE DESEJARIA ESTAR AGORA - numa praia linda e vazia, num hotel fazenda maravilhoso, numa casa toda prontinha e arrumadinha, num parque de diversões.
- 4 SAUDADES (MARCANTES) - minha vózinha Selvita (mas essa não dá pra matar a saudade), mas também tenho saudades de amigos que moram longe e com quem não tenho chance de manter muito contato, como a Manuela, a Ana (de Sampa), e minha prima Aninha.
- 4 AMIGOS QUE CREIO QUE ME RESPONDERÃO: nossa, não faço idéia...
* Aqui está o que você tem que fazer, e por favor não estrague a diversão. Envie isto a um montão de gente, incluindo quem te mandou. Assim, você ficará sabendo um pouco mais sobre as pessoas que você conhece : )

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Malu e Gui no Youtube!

Pra quem quiser ver meus dois filhotes fazendo bagunça, é só clicar aqui : )

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

15/10/98 - Há 10 anos atrás...

Meu vô e eu, em meados de 1977



Fazendo uma das coisas que ele mais amava: lendo um bom livro...

Hoje faz 10 anos que meu avô Sebastião foi morar com O Pai. Quase não falo nele, mas ele foi um homem que aprendi a admirar desde a infância. Um homem que cresceu no interior, na roça, mas que não se deixou limitar pelas dificuldades de uma vida de muito trabalho árduo e pouco (ou nenhum) tempo de lazer. Criou 9 filhos, sendo 8 mulheres. Foi casado por 61 anos com a minha querida Vó Selvita. Um homem que tinha amor pela leitura, e que tirava dos livros e da sua experiência de vida bons conselhos e ilustrações para dividir com os que conversava. Era sério, e não era de dar gargalhadas, mas tinha um jeito simples e interessante de achar graça nas coisas. Sua preocupação ao criar suas meninas foi ensinar a elas a importância do estudo e da independência financeira, mesmo num tempo onde a mulher era nascida e criada para ser dona de casa. Foi um bom marido, um bom pai, um bom avô. Gostaria muito que meus filhos o tivessem conhecido. Num mundo onde faltam bons exemplos, ele era exceção. Foi ele quem deu à minha família o sobrenome que tanto amo e prezo: Família Amorim. Com ele aprendi que "o antes não deve nada ao depois" (mesmo sem saber explicar exatamente o sentido disso, sempre achei interessante hehehe). Com ele (e com minha mãe, que também aprendeu com ele) aprendi a amar os livros. Aprendi que é possível ter força sem ser necessário ter um coração de pedra. É possível ser firme nas opiniões sem ser grosseiro e rude. Aprendi que é possível amar a mesma pessoa, dormir e acordar com ela, por toda uma vida. Aprendi que é possível criar, educar, disciplinar 9 filhos sem bater e castigar o tempo todo. Aprendi que é possível levar verdadeiras "rasteiras" da vida e ainda assim se reerguer sem se amargurar. Aprendi que é possível perder um filho e um neto-filho no mesmo dia e ainda assim encontrar forças pra seguir com a vida. Aprendi que uma simples ave ("Canta, Mulata!") pode se tornar um amigo importante. Aprendi que nunca é tarde para conhecer um lugar que sempre se quis conhecer (meu avô conheceu as Cataratas do Iguaçu depois dos 65). E, entre tantas outras coisas, aprendi que pra se tornar exemplo para as pessoas não é preciso ser perfeito, basta apenas ser você mesmo... enfim, uma pessoa que ensinou tanto nessa vida que viveu, não poderia ter partido num dia mais especial: o Dia do Mestre. No mais, podem se passar 10, 20, 30 anos, e muitas coisas mudarem na minha vida, e ao longo desses 10 anos me tornei mulher, esposa, adulta, mãe, e um dia serei avó também, mas uma coisa serei sempre: "neta". Agradeço ao meu Deus por ter o privilégio e orgulho de ser uma das netas de Sebastião Amorim : )


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

09/10 - 4 meses da minha guria...

Gente, Maluzinha já está fazendo mesversário de novo!!! Eu só consegui fazer o bolinho no primeiro mês tsc tsc tsc essa ela vai me cobrar no futuro, quando olhar o álbum do irmão e perceber que ele tinha bolo todo mês!!! Quem sabe hoje eu consigo fazer um lanchinho especial... vamos ver...

Mas a pequena tá muito esperta!!! Já reconhece a voz e a fisionomia de um número maior de pessoas, sem ser as que ela vê todos os dias (eu, Marquinho, Gui e a Miriam). E ela dá um sorrisão lindo pra demonstrar pra pessoa que "te conheço de algum lugar" hahahaha

Já está tomando suquinhos, e prefere o de laranja lima. O de maçã e o de mamão ela provou puro e não gostou muito, mas foi só colocar um pouco de laranja-lima pra ela detonar!!! Também já está tomando água.

Ela já está toda durinha, e quer ficar com o pescoçinho erguido o tempo todo, e faz a maior força com o corpinho pra gente pegar no colo.

Já está começando a pegar as coisas e tentar levar pra boca, coisas como a beiradinha da manta e da roupinha dela, e se der mole ela agarra no cabelo da gente e não solta mais!!!

Continua "conversando" muito, e é muito risonha também! Mas por outro lado é chorona demais!!! Ela é 8 "e" 80 hahahaha

Enfim, hoje pela manhã estava no carro com Marquinho e Gui, pois fui levá-lo pra fazer exame de sangue e raio x, e aí pensei que até bem pouco tempo a minha família (núcleo) era apenas de 3 pessoas, e que o Gui já está numa idade tão prática, tão independente... e que se fôssemos apenas nós três, o dia a dia se tornaria cada vez mais fácil daqui pra frente... porém, a Malu chegou, e ela ainda está começando, e se tem uma coisa que não rima com bebê é praticidade!!! hahaha as coisas ficam diferentes, e cheias de detalhes, quando se tem um bebê pra cuidar e pra carregar... ou seja, quando embarcamos nessa de novo, eu e Marquinho abrimos mão de curtirmos um período à dois, pra novamente nos dedicarmos a um bebê, que exige tanto de nós. Aí me veio à mente o seguinte: é como se fosse um painel ou uma gravura bem linda, bem desenhada, bem pintada, com cores lindas, com lápis de cor, hidrocor, giz de cera, algo assim. Esse desenho já está lindo do jeito que está. Pode-se dizer que está prontinho. Mas aí, o pintor, ou o desenhista, como queiram, resolve dar mais um retoque... e acrescenta glitter ou purpurina no desenho (nossa, eu sou apaixonada por glitter, canetinha q escreve com brilho, adesivos com glitter, esmalte com cintilante, etc). E aí você olha o desenho e ele está todo brilhoso, e você percebe que o que já era bonito ficou ainda mais lindo!!! E assim é a Malu aqui dentro do meu lar: minha família já era linda, e a Malu veio como o glitter, trazendo mais brilho, mais alegria, fazendo o bonito ser ainda mais lindo! Essa garotinha é realmente um presentão de Deus pra nós : )

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

2 anos sem minha fofinha... ô saudade!!!

Saudade

Saudade é solidão acompanhada, É quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já... Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o sofrimento dos que perderam,
É a dor dos que ficaram para trás,
É o gosto triste na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
Aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
Não ter por quem sentir saudades,
Passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Pablo Neruda
(li esse texto no blog da Wania, e desde que o li me lembrei da minha Vó fofinha...)
ps.: minha vózinha partiu no dia 05/10 à noite, mas foi no dia 06/10/06 que eu a vi pela última vez...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Um assunto interessante...

Hoje "conheci" uma outra blogueira muito interessante!!! Ela não é minha parente, mas também é Amorim... vou até linkar o site dela aqui no meu blog, porque pretendo dar uma passada lá com muita freqüência... É a Patricia Amorim, e ela é irmã da Camila, colega do grupo Casadas e Enroladas e também colega de trabalho, e quando a Camila enviou para o grupo o post sobre cajás e crianças, achei tão legal que tô postando aqui também, acrescentando a minha reflexão sobre o tema:
A história dos cajás x crianças de hoje...
Aviso! Post grande... :)
Quando eu era pequena lá em Barbacena (haha, brincadeira), morava em bairro mais simples no Rio e via muitas pessoas carentes. Apesar de termos uma vida razoável na época, morávamos lá porque toda a nossa família também morava e porque (não vou ser hipócrita), meus pais não podiam comprar um apartamento em frente à praia de Copacabana. Haha!Um dia, eu voltava da escola toda arrumadinha e vi um menino da minha idade (devia ter uns 7 ou 8 anos) com um chinelo Havaiana daquele tipo antiiiigo, ainda azul e branco. O chinelo estava tão fino que mal se poderia dizer que aquilo era um calçado E o pior: faltava metade da sola, fazendo com que os calcanhares do menino tocassem o chão enquanto ele andava.Ele carregava uma caixa de picolés e vendia na principal rua do bairro onde eu sempre passava. Fiquei olhando a cena um tempão e me perguntando por que nenhum adulto dava um chinelo novo para ele. Na minha cabeça, adultos tinham dinheiro; crianças, não.Aquele dia em especial foi bem triste. Comecei a chorar e andar rápido para chegar logo.Já em casa, minha mãe achou que algo ruim tinha me acontecido e eu custei a conseguir falar:-Mãe, eu vi um menino que não tinha chinelos. Eu quero comprar um chinelo pra ele. Me dá um dinheiro para eu comprar um chinelo para dar a ele, mãe?-Ah, então foi isso? Eu vou conversar com seu pai hoje à noite (por que esta frase se repete em quase todas as famílias?) e depois falamos com você. Mas pare de chorar, porque choro não vai ajudar o menino.E eu fiquei pensando como eu iria arrumar um dinheiro para comprar as tais sandálias... Eu era muito pequena, só conseguia pensar em vender minhas bonecas ou papéis de carta, meus bens mais valiosos até então. Haha!Quando papai chegou do trabalho, sentamos para conversar:- Sua mãe me contou o que aconteceu hoje e eu tenho uma sugestão para te dar.- Qual é, pai?- Eu não vou te dar o dinheiro, porque eu não tenho (olha o golpe!), mas a minha idéia é a seguinte. O nosso pé de
cajás está abarrotado de frutas. Você pode colocá-las em uma caixa e ficar lá no portão tentando vender no horário que a ajudante da sua mãe puder te vigiar. Que tal?- É, boa idéia. Eu topo!Eu, como boa comerciante desde pequena, separei as frutas, peguei umas sacolas para colocar as compras dos meus possíveis fregueses, caderninho para anotar as vendas, pedi um dinheiro adiantado para ter troco e sentei à tarde em frente ao portão de casa para começar meu "trabalho".Um dia se passou e eu ia vendendo os cajás bem baratinhos, porque queria ganhar logo o dinheiro e parar de pensar no tal menino sem chinelos. E que se ele tão novo podia trabalhar, eu também poderia.Só que como todo conto de fadas tem um final feliz e um vilão, a minha história teve uma vilã: a vaca que vivia solta no terreno baldio ali perto.Dona Vaca (enorme, diga-se de passagem) se aproximou e veio certeira na minha caixinha de frutas. Eu tentava afastá-la, mas a danada já havia sentido o cheiro dos cajás de longe.Bati o portão e fiquei lá dentro, olhando a vaca comer (e babar) os cajás, desanimada porque não ia conseguir o dinheiro para o que eu queria.Meu pai chegou à noite e como no primeiro dia, sentamos para fazer a contabilidade do "negócio" dos cajás. Contei sobre a vaca e ele me perguntou:-Quanto você já juntou em dinheiro hoje?- X.- Hum, ainda não dá para comprar o chinelo...- Mas pai, eu estou com medo de levar um coice ou uma chifrada da vaca... (Que situação! Haha!). Você ficaria lá na frente de casa comigo no fim-de-semana? Assim se a vaca vier de novo, você espanta.- Vou fazer assim. Arrume os cajás na caixa, ponha o preço, quantos cajás estão lá e deixe perto da porta hoje à noite. Vou levar os cajás amanhã para o escritório e vender para os meus amigos por você. Se eu não conseguir vendê-los hoje, no fim-de-semana fico lá com você, ok?- Ok.E eu passei horas alisando e enfeitando os cajás que ele levaria. Eu precisava tornar os meus produtos atrativos e gastar a minha coleção de canetinhas coloridas Neo Pen de 12 cores (ohhh!) para enfeitar a caixa.No dia seguinte, a caixa foi levada e à noite, ele me trouxe o dinheiro: exatamente a quantia que faltava! Bingo!Finalmente, comprei as sandálias e deixei numa loja na rua onde o menino sempre passava. Todo mundo o conhecia. Problema encerrado e eu podia respirar aliviada.Muitos anos depois, quando eu já era adulta, meu pai me contou que nunca levou aqueles cajás para o trabalho, porque imaginem só a cara do chefe ao vê-lo com uma caixa toda fantasiada e repleta de frutas para vender dentro de um escritório no Centro do Rio? Não dá, né?Aquele episódio tinha servido apenas para me mostrar que nada na vida é fácil, principalmente dinheiro, que eu precisava fazer por onde para conseguir as coisas. Ele havia me dado o dinheiro sem que eu soubesse que era dele, para que eu tivesse a impressão de que tinha trabalhado e ganho.

Fico pensando no que ensinam para as crianças hoje em dia. Tudo bem, eu sei que o mundo hoje é diferente, que a realidade é outra e não quero generalizar, mas quando vejo gente mais nova pedindo dinheiro para os pais até a vida adulta, acho esquisito.Fico espantada em ver como alguns pais dão as coisas para os filhos sem ensinar nada, de mãos beijadas, às vezes ainda se desculpando por não poder dar de uma grife mais cara! E como não existe gratidão...Às vezes, eu entendo como se eles quisessem suprir algo que não tiveram e não querem que seu filho sofra. Em outras, acho que é orgulho, algo como "se todas as crianças têm, o meu precisa ter". Ou ainda, que ensinar dá trabalho.Aqui então, onde o dinheiro parece não ser problema para muitas pessoas (árabes ou não), não é raro ver adolescentes que só vão ao cinema na sala vip, só usam roupas de grife muito caras, bebem até cair quando ainda têm 14 anos e gritam com as mães ou funcionárias da família na rua. Pior: os que não são ricos, querendo seguir a moda daqueles que são. ou ter aquilo que a realidade deles não pode proporcionar. E precisam conseguir, porque senão vão ficar "traumatizados".Lembro muito deste episódio dos cajás e o no quanto ele foi importante para formar a minha personalidade.Não que eu seja "santinha", porque não sou e também já fui adolescente, com todas as agruras e desagruras que esta fase das nossas vidas nos traz (nem gosto de lembrar como eram os meus cabelos naquela época! Icc! Ainda bem que esta fase passa)Também não é inveja, porque sou feliz com o que tenho e principalmente, com o que sou.Acho que uma boa qualidade é a pessoa conseguir se relacionar com pessoas de todos os níveis sem se fazer de vítima ou fingir que tem. A qualidade é ser original, ser eu mesma, ainda que eu tenha amigos que morem em palacetes. Afinal, o palacete é deles, não meu...Será que estas crianças e adolescentes mal-educados/ orientados são um problema só daqui e do Brasil ou acontece onde você mora também?Abraço das Arábias! ;)

-- xx --
Então, depois de ler o post dela, eu também quis "falar" um pouco sobre o que penso a respeito:
Achei a atitude desse pai a mais bem pensada de todas, e espero me inspirar a ter atitudes como essa com meus filhos. O Gui tem muito mais facilidades do que eu e o pai dele tivemos na nossa infância. Principalmente o Marquinho. Ele ainda teve uma infância mais difícil que a minha, sem brinquedos e roupas novas, sem regalias, e teve que começar a trabalhar ainda criança. Hoje ele se emociona ao ver o quanto a vida dele progrediu, e que ele tem condições de dar aos filhos muitas coisas que ele nem sonhou em ter. Por outro lado, não presenteamos o Gui a todo instante e evitamos comprar brinquedos caros, e insistimos com ele o tempo todo para que não quebre / desmonte os brinquedos. Eu também não tive muita moleza não, sempre tive tarefas semanais para executar qdo criança, e foi a maneira que minha mãe encontrou para me ensinar que as coisas não vêm fácil pra nossa mão não. É claro que na época eu odiava as tais tarefas (como limpar os sapatos de todo mundo, lavar os tênis, passar roupas miúdas (meias, calcinhas e cuecas), lavar o banheiro e etc.), mas penso em fazer exatamente o mesmo com os meus filhos. Me dói quando ouço uma mãe reclamar que a filha não sabe e não quer saber de lavar as próprias calcinhas... ou que o filho não lava o prato que come, não varre um quintal, nem põe o lixo pra fora... não fui criada assim e isso não entra muito na minha cabeça não. Quem disse que é fácil ser pai e mãe?

De cara nova...

E aí, o que acharam do novo visual do blog? Eu estava "devendo" essa mudança há tempos e tempos... não era exatamente o que eu pretendia fazer, mas acho que já deu uma melhorada, né? Eu gostei. Espero que gostem também. Mudar faz bem : )

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Nostalgia pura...

Semana passada fui ao Centro do Rio pra requerer o reembolso da anestesia (450 pratas!!) à Unimed, e já faziam meses que não ia ao Centro... olha, no momento em que desci na Av. Rio Branco, bateu uma saudade... afinal, foram 7 anos trabalhando ali, na Rua da Ajuda, no famosos Banerjão... senti uma sensação acolhedora, nostálgica mesmo, olhando pra ruas, lojas, lanchonetes, restaurantes, enfim, tantos lugares por onde andei... dá vontade de fotografar tudo, pra nunca esquecer... deu vontade de trabalhar no Centro de novo!!! Será que um dia consigo realizar isso??? Voltar a trabalhar na Rio Branco, no miolo de tudo, naquela agitação toda, onde as coisas acontecem... voltar a frequentar o SAARA... a Uruguaiana... hummmm eu quero!!!!

Procurei na net uma foto que ilustrasse algo parecido com o meu olhar naquele dia, já que eu não vou levar minha máquina pra fotografar o Centro porque não quero ser roubada hahahaha, e encontrei uma interessante:


Colocando o papo em dia...

Nossa, já faz quase um mês desde a última vez que passei por aqui... o que houve com o tempo, meu Deus? Nunca passou tão rápido... a cada ano parece que a quantidade de dias no ano vai diminuindo... sensação esquisita... precisamos mais do que nunca aprender a contar nossos dias... e falando em dias, passei alguns dias no hospital... ao todo, foram aproximadamente 60 horas! (4 horas no primeiro atendimento + 48 horas internada + 2 horas no segundo atendimento + 4 horas no último atendimento). Tudo isso por causa de um cálculo renal de 8 mm! Mas graças a Deus, tudo se normalizou! Mas que foi horrível, isso foi!!! Principalmente durante a internação, só ficava pensando na minha pequena chorando horrores em casa, sem entender o porquê do desaparecimento repentino da mamãe e do mamá... tadinha!!!!
Mas uma coisa que fiquei pensando enquanto estava lá é que até então, nesses 31 anos de vida, eu só havia ficado tanto tempo no hospital por motivo de saúde, para trazer ao mundo meus dois filhotes... isso é uma benção, não é? No mundo violento e doente de hoje, é realmente uma benção de Deus não ter que viver dentro de hospitais...
Uma outra coisa que quero registrar é que definitivamente ODEIO o percurso do quarto para o centro cirúrgico naquelas macas horríveis!!! É um sentimento horrível que invade a gente como um soco no estômago, pois ali não temos controle sobre mais nada, nossa visão fica limitada às lâmpadas dos corredores do hospital, e nosso corpo fica à mercê do maqueiro, e é difícil controlar o medo... só que já experimentou isso pode dizer como é ruim!
E o que dizer da anestetsia??? Foi diferente da que tomei para as cesarianas, porque naquelas eu fiquei acordada durante o procedimento, e nessa eu apaguei! Incrível como a gente dorme do nada e acorda do nada, sem a menor noção de tempo... eu não saberia dizer se a cirurgia durou 5 minutos ou 5 horas!!!! Ou seja, as horas que fiquei apagada foram horas mortas pra mim, pois não estava dormindo, não estava acordada, não estava viva!!! Ou seja, se o tempo já está passando rápido pra quem está em plena atividade, imagina pra quem perdeu preciosas horas apagada num centro cirúrgico!!!!
Então fiquei no déficit esse mês... horas irrecuperáveis...
Mesmo assim, dou Glórias ao meu Deus porque foram apenas algumas horas... poderiam ter sido semanas, meses... mas foram apenas algumas horas... obrigada, Deus meu! : )
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