terça-feira, 31 de março de 2009

Apenas uma Vez - Once



Quer ver um filme gostosinho numa sexta ou sábado à noite? Então alugue este: Apenas Uma Vez (Once). Eu já tinha recebido a indicação de uma amiga que adora filmes "não-hollywoodianos" (né, Malu?), e ela sempre me dá dicas de ótimos filmes, pena que nem todos eu encontro com facilidade na locadora do bairro, que tem a visão da maioria das locadoras de dar preferência aos grandes lançamentos (não que eu tenha alguma coisa contra os grandes lançamentos). Enfim, esse é um filminho sem grandes pretensões, afinal ouvi dizer que na verdade o objetivo do cara era divulgar suas músicas, e isso ele consegue com primor. As músicas são muito maneiras, a voz dele e a dela se casam perfeitamente e o resultado é muito bom!!!



Achei essa sinopse no interfilmes.com e gostei porque combinou muito com minha opinião sobre o filme: "Apenas uma vez é um daqueles conto de fadas urbanos, que você sai do cinema fazendo seu máximo pra evitar entrar em contato com a vida real novamente. - L.A. Weekly. Ele é um talentoso músico, que ganha a vida com seu violão nas ruas de Dublin e ajuda o pai em uma loja de aspiradores de pó. Ela é tcheca que anda pelas mesmas ruas, vendendo rosas para sustentar sua família e tem como hobby o piano. O acaso fez com eles se encontrassem e a paixão pela música fará com que eles vivam uma experiência inesquecível. Uma linda história de amor embalada por músicas que traduzem os caminhos do coração."


E aí, ficou com vontade de ver??? E detalhe: assim que a gente acaba de ver o filme dá vontade de ir correndo pro PC baixar as músicas pra ficar curtindo a trilha sonora, é irresistível!!!! Eu tenho o filme e a trilha...

terça-feira, 24 de março de 2009

“A minha vida é do Mestre
Meu coração é do meu Mestre
O meu caminho é do Mestre
Minha esperança é meu Mestre.”
(trecho da música “Meu Mestre”, do Lázaro,
que tem sido meu “mantra” por esses dias...)


Deus faz coisas que não entendemos. Ele opera de maneiras que simplesmente nos deixam atordoados. Para Ele não existem impedimentos. Quando Ele quer fazer algo, nada o impede.

Quando colocamos nossa vida no altar e dedicamos nosso ser à Ele, estamos nos condicionando à superioridade Dele sobre nossa vida, sobre nossos sonhos, sobre nossos planos. Não temos garantias de que Ele vai realizar nossos sonhos da mesma maneira como sonhamos. A única coisa que Ele nos garante é que Ele jamais vai fazer algo que nos prejudique ou que nos envergonhe. Ele nos promete o melhor, sempre, em qualquer situação. Tudo o que acontece na nossa vida, todos os dias, só acontece porque Deus permitiu. Até mesmo as armadilhas do inimigo só nos atingem depois que Deus dá a permissão para que isso aconteça.

Ainda assim, sabendo de tudo isso, algumas vezes somos pegos de surpresa pelas “permissões” de Deus em nossas vidas. E mesmo racionalizando que Ele quer o nosso melhor, que Ele tem o controle sobre todas as coisas e que tudo vai se resolver da melhor forma, nossa índole humana, falha e pecadora levanta inúmeros questionamentos, perguntas que fazemos pra nós mesmos, para Deus, para quem está ao nosso redor, perguntas sem resposta, que batem no nada e voltam pra nós sem o menor esclarecimento.

É a segunda vez que Deus vira minha vida de cabeça pra baixo. A primeira vez, em dezembro de 2002, quando me descobri grávida do Gui, passei por um turbilhão, um furacão, um tsunami, e quem estava por perto deve se lembrar da barra que enfrentei. Só depois de alguns anos é que entendi alguns dos propósitos de Deus ao me fazer passar por aquela situação naquele momento. E é claro que depois que meu filho nasceu eu jamais falei isso pra ele e jamais o tratei com menos amor por conta disso. Eu me apaixonei por ele no momento em que ele nasceu, e serei sempre apaixonada por ele, e sei que Deus é o responsável por sentimento tão verdadeiro e forte como esse. Quem é mãe sabe do sentimento que falo.

E agora aqui estou eu, mais uma vez, vivendo uma situação semelhante. Nunca me imaginei passando por isso novamente, já que a gravidez da Maluzita foi mais ou menos planejada, e eu nunca quis ter um filho só. E Maluzinha é apaixonante também. Um bebê risonho, carinhoso, com aqueles “zóinho azul” olhando pra gente com alegria, curiosidade e carinho, impossível resistir.

Mas e agora, Deus? Terceiro filho???? Quando foi que eu cogitei essa possibilidade??? Quando, em sã consciência, com as condições de vida que levo, trabalhando, batalhando pra melhorar um pouco, com a vida corrida que levo, já fazendo malabarismos pra dividir “irmãmente” algumas poucas horas diárias que disponho, eu me atreveria a pensar que um terceiro filho seria aceito com tranqüilidade? Porque eu? Porque comigo? Tenho pelo menos 2 amigas que amo e que Te amam que estão à espera de um “positivo” que não chegou ainda...

Eu não tenho respostas. Eu não tenho nem mais perguntas. No momento estou evitando pensar nos sonhos que mais uma vez serão adiados, nos projetos que mais uma vez não serão realizados, e nas mudanças que a chegada de um filho representa.

Estou apenas desabafando, com Deus e com vocês, meus amados amigos, que estão por perto e que em breve perceberão a mudança óbvia em mim. Afinal, ontem confirmei que estou mesmo grávida de 10 semanas. Já confirmei de todas as maneiras possíveis, com exame de farmácia, exame de sangue e ultrassonografia, então é “de verdade” mesmo. Apenas por curioridade, eu estava tomando anticoncepcional todos os dias, como manda o figurino. Meu médico não sabe me explicar o que aconteceu. Eu também não. Tenho consciência tranquila que fiz o que poderia fazer para evitar uma gravidez. Não liguei as trompas na cesárea da Malu por questões pessoais que caberiam numa outra conversa. Como disse lá no início, quando Deus quer fazer algo, NADA o impede. Nem mesmo um anticoncepcional. Enfim, como já descobri com 10 semanas, ou seja, “2 meses e meio”, minha gestação vai passar bem rápido, e em outubro teremos gente nova no pedaço.

E justamente agora que eu estava me preparando para receber os bebês das minhas amigas, Nanda, Paty e Monique, e curtindo à distância a gravidez da Aninha, infelizmente não poderei ajudar muito nenhuma delas como queria, afinal todas teremos bebês na mesma época (set/out), com diferença de semanas entre uma e outra... amigas, me desculpem mesmo... isso corta meu coração...

Pelo tom da minha cartinha, não preciso dizer que ainda estou atordoada com tudo isso, por isso não se espante se eu não estiver irradiando felicidade por enquanto. Por favor, não me cobrem sentimentos “padrões” por agora. Sei que as coisas vão acontecendo no devido tempo, e muito em breve eu vou estar mais calma, mais conformada e até mesmo mais feliz. E sei que não vou amar menos esse bebê do que amo meus outros dois filhos. Só peço a vocês paciência e compreensão com o meu momento.

Não comentei nada do Marquinho porque ele também está na mesma situação que eu. Só que ele está pensando mais na parte financeira, e eu pensando mais na parte física (por motivos óbvios que só as mulheres entendem, e quem me conhece sabe que eu não gosto de estar grávida, por tudo o que uma gestação me traz), e nós dois estamos pensando na parte que se chama “futuro”. Mas Deus nos deu um casamento forte, um amor sólido e não tenho dúvidas que vamos atravessar tudo isso juntos, como família abençoada que somos.

O Guilherme está feliz! E está na torcida por um menininho, pra fazer companhia pra ele. Eu confesso que torço por uma menina, pra aproveitar o enxoval de Maluzita... mas não vamos pensar nisso agora...

É isso, meus queridos.

Beijocas, Lili

“A minha vida é do Mestre
Meu coração é do meu Mestre
O meu caminho é do Mestre
Minha esperança é meu Mestre.”

sexta-feira, 20 de março de 2009

"Assim diz o Senhor: Os meus pensamentos não são como os seus pensamentos, e eu não ajo como vocês." Isaías 55:8
Adorador por Excelência - Nani Azevedo
Quero dar o melhor de mim
Quero oferecer sacrifício de louvor
Quero ser bem mais do que já sou
Um adorador por excelência me tornar
Eu não vou me importar
Com o que vai acontecer
Eu só quero Te exaltar
Tu és a razão do meu viver
Eu não posso me calar
Tenho adoração em meu DNA
Um adorador por excelência
Um adorador por excelência
Um adorador por excelência
Quero ser!

terça-feira, 10 de março de 2009

08/03 - Dia da mulher?!?

Por Míriam Leitão - 8.3.2009 - 17h56m

Dia da mulher
Seja feliz, menina!

Anoitece no dia da Mulher e este silêncio do blog não é falta do que dizer. É tristeza. O caso da menina de Recife foi devastador. Não, ninguém ignora quantas meninas são vitimas da violência em suas próprias casas. Os algozes são os pais, padrastos, pessoas que deveriam estar ensinando e protegendo. Os números são muitos, os casos que aparecem na imprensa são frequentes. Mas a menina de Pernambuco doeu mais.

Talvez por ter apenas nove anos, por estar sendo estuprada desde os seis, ou porque a chantagem do padrasto era que mataria a mãe. Ou talvez porque ela é bem pequena, menor do que deveria ser para a sua idade. A menina passou anos vendo a irmã também abusada. Só a mãe das duas nada via. O que acontece que cega as mães?

A menina de Recife lembra o quanto a luta da mulher será longa. Recentemente a Sharia, um código tribal brutalmente contra a mulher, foi restabelecida em todo o Paquistão. Acaba qualquer chance de que não aconteçam casos como a da escritora do livro Desonrada, Mukhtar Mai, que foi condenada a ser estuprada publicamente porque seu irmão de 12 anos teria olhado para uma mulher de casta "superior". O suplicio de Mukhtar, com estupro público e múltiplo, só não foi mais intenso que sua força de superação. A história dessa paquistanesa choca e emociona, mas a notícia de que a Sharia, que tinha começado a ser suprimida no Paquistão, volta a ser usada em todo o país é um choque. Penso em Mukhtar naquela pequena aldeia onde ela decidiu morar e resistir com uma escola para meninas e meninos.

Normalmente eu gosto de escrever nos dias oito de março, de quanto avançamos, mostrando estatísticas de conquistas, e de quanto falta avançar, mostrando as diferenças salariais, o pequeno percentual de mulheres no poder em qualquer país, as discriminações, mas aí... veio a menina de Recife.

Ela simplesmente me enfraquece. Que números de avanços levantar para compensar essa violência?

Eu penso nela diariamente desde o dia da notícia. Não pela polêmica da Igreja Católica, porque a Igreja não me espanta. Que ela excomungue o médico, as enfermeiras, a mãe pela decisão de interrupção da gravidez e que nada diga sobre o estuprador, não me surpreende. É apenas bizarro! Medieval.

Eu penso na menina de Recife e nos debates que tenho participado nos últimos anos, sempre em março. Nesses debates sempre discordo das mulheres bem sucedidas que dizem que a luta está ganha, que o feminismo é um movimento ultrapassado, ou outros equívocos assim. Eu, feminista, confesso, minha luta e meu espanto diante da incapacidade de ver o óbvio: que cinco mil anos de opressão não se acabam em poucas décadas, que há muito a fazer, a construir, a vigiar, para que haja algum dia respeito igual. Falta tanto para o dia em que poderemos dizer que o feminismo está superado!

Mas hoje, na verdade, eu penso apenas no futuro dela: a menina curará suas feridas? Conseguirá entender e processar a violência de que foi vítima? Vai estudar, ter carreira, filhos? Vai conseguir amar um dia? Escapará das teias da reprodução da pobreza? Vai simplesmente reaprender a brincar, como deve fazer uma menina de nove anos?

Eu podia dizer que ela desperta em mim uma fúria feminista. E é verdade, mas é uma verdade incompleta. Ela desperta em mim o o sonho de protegê-la de algum modo. De embalá-la docemente e contar uma história cheia de aventuras e graça. De cantar para ela uma cantiga de roda, de brincar de pique esconde em volta da casa. De ir com ela ao cinema e comer pipoca sentada no degrau de uma escadaria. Que tal um sorvete para resfrescar o calorão?

Não sei o que é. Mas por alguma razão eu penso insistemente na menina deRecife neste dia da mulher. Penso com o coração. Eu apenas sonho que suas feridas se cicatrizem um dia.

O discurso feminista, com estatísticas e fatos eloquentes, eu o farei outro dia. Hoje eu apenas quero sonhar que a menina de Recife um dia, apesar de tudo, após tanta violência, será feliz.
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