domingo, 24 de janeiro de 2010

Culpa Zero - Martha Medeiros

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante ; )

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Família Amorim Pereira de Araújo!


Tá decretado! E tenho dito!

Fica Decretado em 2 0 1 0

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer,
Ter medo de suas lembranças.


É proibido não rir dos problemas,

Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.


É proibido não demonstrar amor,

Fazer com que alguém pague por suas dúvidas e mau-humor.


É proibido deixar os amigos,

Não tentar compreender o que viveram juntos,
Chamá-los somente quando necessita deles.


É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,

Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.


É proibido não fazer as coisas por si mesmo,

Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.


É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e apagá-lo com seu presente.


É proibido não tentar compreender as pessoas,

Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.

É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida lhe dá, também lhe tira.


É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Recebi por e-mail da amiga Karina, achei muito legal e trouxe pra cá... Será que damos conta de cumprir este decreto??? ; )

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Afinal, tem preço ou não?

Hoje surgiu um papo no meu grupo de amigas virtuais sobre a frase "ser mãe não tem preço"... e eu me peguei pensando que pra mim tem preço sim. São tantos sacrifícios pessoais, tantas horas da minha vida dedicadas a eles, noites e noites sem dormir, dias e dias sem descansar, ouvindo choro, trocando fralda, carregando no colo, dando peito, dando mamadeira, dando atenção, dando banho, dando comida, dando TUDO E MAIS um pouco... dou a eles até o que eu não costumo ter nem comigo mesma, que é paciência.

E é aí que eu penso como é caro o preço a se pagar pra ser mãe... não falo de um preço que possa ser calculado em moeda financeira, porque alguém aí já calculou o que se gasta de dinheiro pra criar um filho e não é pouco também não, mas o preço do qual eu falo é outro... é um baita sacrifício, é abrir mão de si constantemente, é deixar de fazer coisas básicas como comer, tomar banho e dormir na hora que dá vontade... nossa, acho que hoje tô meio deprê, muito cansada e com dor na coluna, deve ser por isso que tô aqui nessa viagem...

Sei que daqui a algum tempo (ou muito tempo) os bebês crescerão e a vida vai ficando mais tranquila, com tudo entrando nos eixos novamente. Mas pra isso vou precisar de no mínimo 3 anos, isso sendo muito otimista com o desenvolvimento do Bernardo e a independência precoce da Malu. E hoje quando falo em 3 anos me parece um mundo de vida que vou simplesmente ver passar, e não viver de verdade... vou ter muitas alegrias nesses 3 anos, é óbvio, afinal é lindo demais receber o carinho das crianças em inúmeras formas, e acredito de verdade que são eles que me proporcionarão os momentos coloridos da vida que vou guardar comigo pra sempre. Mas que tudo isso tem um preço, aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh tem sim : )

ps.: não se preocupem se tudo ficou meio confuso, se eu pareço ter misturado pé com cabeça, enfim... hoje tá tudo assim mesmo na minha cabeça.

Pra lembrar da gente o ano inteiro...


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

E depois das festas...

... a casa fica vazia de novo, meus irmãos seguem para seus cantinhos e nós ficamos por aqui, na nossa rotina... o dia da chegada é de festa, o dia da partida é de saudade... é tão bom ter meus irmãos por aqui! Saber que está todo mundo reunido, se esbarrando toda hora, com a casa cheia, a mesa sempre cheia à hora das refeições, o barulho que enche a casa, o movimento constante, as crianças se divertindo com os tios, é muito legal!! É tia Xanda pra cá, tio Xande pra lá, tia Beta pra cá... pena que acabou... é meio estranho pensar que não moraremos nunca mais na mesma casa, mas será que pelo menos vamos voltar a morar pertinho uns dos outros? De repente me dou conta de que a realidade da nossa infância, quando visitávamos a vovó, o vovô e as tias uma ou duas vezes por ano, é agora a nossa realidade também... fico imaginando quantas e quantas vezes a vovó passou por isso, de se despedir das suas filhas, dos netos e netas, depois de 20 ou 30 dias de movimento na casa, e se deparar com a casa vazia de novo... é uma saudade chata essa!! Ainda bem que temos as crianças, que mesmo que a gente não queira nos forçam a abraçar a normalidade de novo e seguir em frente. Irmãos, já estou com saudade!!! Dessa vez pelo menos tivemos um tempo pra nós três, né? Adorei o almoço no japonês, por mim vamos sempre repetir a dose e criar uma tradição hehehehe

Falando em criar tradições, o Natal na minha casa tem uma tradição (acho que é a única hahaha): as músicas da Harpa e a Cristandade, um CD (que era LP na época da minha infância) com hinos natalinos que a gente toca TODO ANO na manhã do dia 24 de dezembro. O Natal lá em casa só começa mesmo depois que soam os primeiros acordes da primeira música do CD, que é "Jingle Bells". No mais, nosso Natal não tem regras definidas, não esperamos meia-noite pra cearmos, e tem sido muito bom do jeito que fazemos. Comemoramos mesmo é na noite do dia 25, quando temos a Cantata de Natal em nossa igreja, e é com certeza uma das maneiras mais lindas que encontramos de celebrar o nascimento de Jesus, Senhor e Salvador da minha vida!!! Esse ano não cantei, por conta do nascimento do Bene justamente no período dos ensaios, e estava lá no banco só assistindo e babando muito, pois estava lindíssimo, como sempre!
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