quinta-feira, 18 de março de 2010

17/03/2010 - Bodas de Cerâmica



E já são 9 anos desde o "sim"!
Te amo, Marido, alguns dias mais, outros dias menos, mas quem foi que disse que a gente teria que amar do mesmo jeito todos os dias até que a morte nos separe, né?
O importante é que o amor se renove sempre, e com ele todos os outros sentimentos que temos um pelo outro.
Nosso casamento é forte, sólido e muito valente, temos tido a prova disso a cada dia nesse momento turbulento na nossa rotina com 2 bebês e o filho mais velho, e mesmo quando eu penso que as coisas estão degringolando tudo se renova e recomeçamos com mais amor e mais vontade de ficar juntos.
E é isso que eu mais admiro em nós.

segunda-feira, 8 de março de 2010

E poderia ter sido bem pior...

Ai, ai... sabe aqueles momentos que você pensa que nunca vai viver na sua vida? Aqueles lances que a gente vê nos jornais toda hora, mas que por algum motivo a gente se julga "isento"? Pois é... no meu sábado o que aconteceu foi exatamente isso. Saí para participar de um casamento, e voltei para lavar minha casa invadida por água, lama e lixo.

A chuva que caiu aqui no sábado foi anormal. E o que aconteceu na minha casa foi surreal. Quando Marquinho me falou ao telefone o que havia acontecido (ele chegou em casa primeiro) eu já comecei a ficar nervosa, mas quando eu entrei em casa e vi com meus próprio olhos, eu entendi toda a angústia de tantas famílias que até então eu só via pela TV.

Era água suja, lama e lixo em TODOS os cômodos, embaixo de TODOS os móveis. Eu fui ficando horrorizada a cada canto da casa que eu olhava, e um choro de desespero foi o choro que eu chorei naquela noite. Como começar a limpar? E as coisas sujas pelo chão, o que fazer? Roupas, brinquedos, chupetas... com crianças em casa é difícil não ter essas coisas pelo chão... e estava tudo enlameado!!!

Nessa hora a reação do Marquinho, tão chocado e abalado quanto eu, foi a de sair dali, ir pra casa de mamãe (onde já estavam as crianças) e limpar tudo no dia seguinte, quando estaríamos mais recuperados do choque. Entendo essa reação, mas não foi o meu caso. Na mesma hora eu falei que só sairia dali depois que tivesse lavado tudo. Me bateu um sentimento estranho, me dei conta de que todas as coisas que nós tínhamos conquistado com tanto suor estavam ali dentro, e eu não poderia simplesmente dar as costas e ir dormir (até porque eu não iria mesmo conseguir) pra no dia seguinte encarar aquilo tudo. Nada disso! Embora a essa altura eu já estivesse chorando de soluçar, tinha que fazer algo concreto pra me sentir um pouco melhor. Assim, convenci o marido de que não dava pra esperar, e mesmo sabendo que nossa vassoura e rodo estavam lá no fundo do quintal, no meio de muita lama, pois foram arrastados pela água, Marquinho deu um jeito de pegar e começamos nossa faxina. E aqui ficamos até as 3 da manhã, quando nosso limite já estava pra lá de ultrapassado. Mas não acabamos, voltamos no domingo e passamos a maior parte do dia terminando de lavar, lavar, lavar... até que nossa casa foi voltando ao normal.

Eu só conseguia pensar em duas coisas: uma era que Deus estava no controle o tempo todo; e a outra é que poderia ter sido bem pior. Embora meus móveis estejam todos com a parte de baixo prejudicada, só um guarda-roupa ficou definitivamente condenado. E hoje descobri que a fonte de energia do modem queimou. Perdi um ou outro objeto de madeira, mas nada muito caro ou muito importante. E o mais importante de tudo: não perdi ninguém. As crianças nem viram o que aconteceu. E esse sim é o maior de todos os livramentos.

E no meio dessa confusão, eu estava na minha garagem, lá pela 1 da manhã, quando ouvi uma mulher chorando ao telefone (no orelhão em frente a minha casa), dizendo que a casa dela estava completamente alagada e que ela havia perdido tudo. Abri uma frestinha do portão e a mulher estava com um bebê de poucos meses no colo. Pelo que ouvi da conversa, ela estava pedindo ajuda a alguém para ir buscá-la pois não tinha pra onde ir. E às 3 da manhã, quando eu e Marquinho deixamos nossa casa pra ir dormir na casa da minha mãe, aquela mulher ainda estava sentava perto do orelhão, com aquele bebê no colo, esperando a ajuda chegar. Cortou meu coração, e eu só pude agradecer a Deus por ter me poupado de coisas tão piores. Infelizmente eu não pude ajudar aquela mulher. Nessas horas eu gostaria de ser como o samaritano, que sem saber quem era aquele homem caído na estrada parou tudo o que estava fazendo e cuidou dele. Mas eu não fui assim. Meu cansaço emocional e físico me gritavam que eu tinha que descansar. Pedi a Deus que cuidasse daquela mulher com aquele bebê, e segui meu caminho. Quantas vezes fazemos isso, não é? No mundo em que vivemos temos até medo de ajudar certas pessoas em certas circunstâncias, pois a desconfiança e a maldade humana ultrapassaram todas as barreiras toleráveis.

Enfim, assim foi meu final de semana. Mas peraí que tive bons momentos também, meus irmãos e cunhada estavam por aqui e é sempre bom estar com eles. E no domingo pela manhã acordamos todos juntos na casa de mamãe (pois eu e a cambada fomos dormir lá por conta do ocorrido, né?), coisa raríssima de se viver ultimamente. Achei engraçado que meu pai tinha ido comprar pão todo animado, e falou: "a desgraça de uns é a alegria de outros, olha como a pousada está cheia hoje"... Pois é. Sem querer dar uma de Pollyanna, no meio de tudo isso ainda deu pra salvar alguma coisa...

# fiz algumas fotos, já no domingo, porque tem coisas que a gente tem que registrar pra não esquecer, e outras, como é o caso, é preciso registrar pra acreditar que aconteceram mesmo com a gente...


# 1 - lama e lixo no meu quintal;
2 - lama na área de serviço. Reparem essa lama no chão. Minha casa ficou com essa mesma lama preta em TODOS os cômodos!
3 - olha o estado da sandália da Malu
4 e demais - lama na cozinha e pela casa toda. Detalhe que isso foi no domingo, então o pior a gente já tinha limpado. Deu pra ver que o negócio não foi brincadeira não, né? E poderia ter sido pior...

terça-feira, 2 de março de 2010

Saudade...




Saudade
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
(...)
Saudade é basicamente não saber.
(...)
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
(...)
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer…
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.
Miguel Falabella

# hoje fazem 4 anos desde que estive com minha vó em vida pela última vez... eu nunca poderia imaginar que naquele mesmo ano, em outubro, ela partiria para sempre. E nesses dias tenho sentido uma saudade tão grande dela, mas tão grande... o coração dói...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...