domingo, 8 de agosto de 2010

Feliz Dia dos Pais ; )


Nasci para ser pai

LEO JAIME DESCOBRIU A MARAVILHA DE SER PAI NO MOMENTO  EM QUE SEGUROU A MÃOZINHA DO FILHO NA MATERNIDADE. HOJE SABE QUE NASCEU PARA ISSO

Quando chego, e ele me vê, sai correndo, às gargalhadas, e pula no meu pescoço. Eu o abraço inteiro, mas não muito forte, pra não sufocar. Ele tem um cantinho, no meu colo, que é o favorito desde que nasceu. Encosta o rosto no meu ombro esquerdo, empina a bundinha pra trás e se encaixa com os bracinhos à volta do meu pescoço. Eu chamo isso de “sapinho do papai”. Depois de alguns segundos quietinho, ele se levanta e fica olhando para mim em silêncio. Seus olhos e boca sorriem, e a gente não precisa dizer nada. Algumas vezes a gente fica se olhando e começa a rir de novo. Sem sabermos bem do quê. Estes são os melhores momentos da minha vida.

São muitas as conversas silenciosas que temos. Não imaginava que isso fosse comum entre pai e filho. Eu pensava que a comunicação se daria melhor depois que ele já falasse, e que os recém-nascidos se comunicavam bem exclusivamente com a mãe. Pois minhas teorias foram por terra no momento em que o Davi nasceu. Quando foi tirado da barriga da mãe, demorou um segundo e meio pra começar a chorar. O chão para mim se abriu naquele instante mínimo e duradouro. Ele começou a chorar, ufa, e foi levado. Cheguei perto dele e disse pra ficar tranquilo, porque eu estava lá. Ofereci meu dedo para ele segurar. Imediatamente, o Davi parou de chorar. Pronto. Tínhamos feito a conexão.

Nas sonecas da tarde, ou quando está doente, ele dorme na cama comigo. Nos embolamos e nunca nos machucamos. Na primeira vez em que dormimos abraçadinhos ele tinha menos de 3 meses. E se aparece na cama sem que eu seja avisado, mesmo dormindo eu abro espaço para ele. E olha que o Davi se esparrama sobre mim, deita com o rosto sobre o meu, procura os encaixes mais improváveis. Costumo dizer que meu corpo é o playground dele. É fato: não precisamos de nenhum brinquedo para ter horas de diversão.

As primeiras papinhas dele fui eu quem cozinhou. Dos passeios que temos a dois, ir ao mercado é um deles. Ver as frutas e os legumes, tocar, provar e conhecer aquele mundo de cores e cheiros. Peço sempre a ajuda do Davi para escolher os melhores. No primeiro ano, ele gostava muito de ouvir um disco meu na hora de dormir. Como é que com três meses ele conseguiu ficar atento durante vários minutos ouvindo as músicas novas que eu tinha acabado de gravar?

MEU BEBÊ VAI FAZER 3 ANOS. COM ELE DESCOBRI QUE TENHO, ENFIM, UMA VOCAÇÃO: NASCI PARA SER PAI E GOSTO MUITO DISSO. MUITO. DEIXO QUE ELE DIRIJA AS BRINCADEIRAS E NÃO BRIGO À TOA. MAS, QUANDO O FAÇO, ELE FICA TRISTE. O DAVI NÃO GOSTA DE ME CHATEAR. AS OUTRAS COISAS QUE FAÇO NA VIDA, AS QUE FIZ, SÃO APENAS AS COISAS QUE TODOS TEMOS DE FAZER PRA GANHAR A VIDA. ELE É A MINHA HISTÓRIA SEGUINDO SEU CURSO, SAINDO DE MIM. É O AMOR QUE PRETENDO DEIXAR. E QUE SE ESPALHA PELO MUNDO EM SEU SORRISO ENCANTADOR.

Ser pai é, na maior parte do tempo, muito duro. São escolhas que fazemos o tempo todo, para as quais nunca temos tempo de nos preparar. São perguntas difíceis que não sabíamos que iriam cair na prova. Surpresas e emoções o tempo todo. Ser pai é, sobretudo, ser exemplo. Mesmo quando não sabemos que atinamos para o 
fato de que estamos sendo exemplo.

Em nossos momentos a dois temos conversas maravilhosas. Passeamos no Jardim Botânico e, ao final, o Davi pode simplesmente fechar os olhos e dormir. Seguro por saber que estou olhando por ele. Seguro do meu amor por ele. Feliz porque podemos não ter todo o tempo do mundo, mas aproveitamos muito bem nossos momentos.

Realmente, não dá pra traduzir em palavras o quanto são especiais os nossos momentos corriqueiros. Ou, talvez, eu precisasse de muitas páginas como esta.


Escrito por Léo Jaime, publicado aqui: http://www.revistapaisefilhos.com.br/conversa-homem/525

Um comentário:

Juliana Pires de Sousa disse...

Olá! Feliz Dia dos Pais! Beijos

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