sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sobre a maternidade e afins...

Essa semana o assunto maternidade x dedicação integral ou não x falta de tempo entrou na minha "pauta" (rsrsrsrs) umas 3 vezes, vindo de rodas de papo diferentes, e por isso quis trazer pra cá um pouco do que penso sobre isso...

Sobre a falta de tempo, a pergunta que mais me fazem é "mas de onde você tira tempo pra fazer isso?" hehehehe já comentei por aqui que existem aqueles que juram de pé junto que eu nunca durmo, mas já desmenti esse boato, é claro que eu durmo, ué! Durmo menos que a maioria das pessoas que eu conheço, porque meu corpo se satisfaz e eu fico bem assim, mas cada um tem seu reloginho (e alguns tem uma preguicinha básica tb) e todo mundo sabe que não há regra fixa pra isso... e tenho uma vantagem também: não preciso acordar de madrugada (madrugada pra mim leia-se como "antes das 7 da manhã") pra trabalhar. Faço um horário tranquilo no trabalho (e antes que vc diga que é moleza ser funcionária pública, trabalho 7 horas diárias e não tenho hora de almoço!!!) que me permite acordar lá pelas 7:30, e isso sim faz toda a diferença pra mim, porque detesto acordar muito cedo!! Então, costumo dormir lá pela 1 da manhã e acordar às 7 inteirinha da Silva!!! Pronto, agora já contei meu segredo sobre o meu tempo, hein! A criançada lá em casa não dorme cedo, muitas vezes eles vão pra cama já quase onze da noite, e é aí que eu adoro trabalhar nas minhas trocentas idéias rsrsrs mas é óbvio que não faço isso todos as noites, afinal tenho marido e prezo pelo meu casamento hahahaha

Mas o papo sobre maternidade e dedicação exclusiva também tá interessante, e conversando com uma amiga que é bióloga formada mas que optou em ser mãe em tempo integral de 4 meninos (hoje já rapazes), ela comentou que pra ela não foi sacrifício nenhum fazer essa opção. E foi então que eu fiquei pensando nisso e acho que quando a mulher abre mão de seguir outros caminhos (profissionais) pra se dedicar aos filhotes, tem que ser uma escolha feita somente por ela, sem pressão, sem obrigação, porque é justamente isso que vai fazer toda a diferença lá na frente. Porque quando fazemos essa escolha, e ninguém nos força a nada, isso faz com que a gente consiga realizar esse papel da maternidade integral com convicção e satisfação, e isso faz toda a diferença. Afinal, a gente sabe que tem mulheres que ficam em casa por mil razões e nem todas são boas mães/esposas, porque a motivação que as levou à escolha de ficar em casa foi a motivação errada. E quando não há convicção e satisfação não tem como dar certo.

E é exatamente isso que me leva a não considerar esse caminho como opção pra mim: convicção e satisfação. Já me conheço há um tempinho rsrsrs e sei que não ficaria satisfeita se dedicasse meu tempo para ficar em casa cuidando da cria em tempo integral, e jamais teria a convicção de ter feito a escolha certa, sabe? E estou falando isso sem considerar a questão financeira, que no meu caso tem suma importância, afinal de nada adiantaria eu ficar em casa o dia inteiro e não poder nem pagar um colégio particular pras crianças, né? De qualquer modo, mesmo se eu pudesse ficar em casa e ser bancada pelo maridão eu preferiria trabalhar, ter minha independência financeira e manter minha sanidade mental em dia ; )
Eu acho bacana quem consegue escolher seguir a carreira de mãe/mulher/dona de casa e se realizar integralmente nessa escolha. Tenho algumas amigas que fizeram exatamente a mesma escolha e tem sido muito felizes assim.

Pessoalmente reconheço que dá muito mais trabalho que se dedicar a qualquer carreira brilhante em qualquer profissão do mundo, e penso que os frutos colhidos por um bom trabalho de uma mãe valem muito mais a pena, porque são os frutos que geram outros frutos, que geram outros frutos, que geram outros frutos, ou seja, é a velha lei da semeadura...

Enfim, o importante é saber que o mundo precisa de mães como essas minhas amigas, que se dedicam integralmente à maternidade. E o mundo precisa de mães como eu, que se dividem (ou seria melhor dizer que se multiplicam?). Sejam as mães que ficam integralmente em casa ou as mães que trabalham fora, mas que sejam MÃES de verdade, que vestem a camisa da maternidade e investem nisso por saberem que é o melhor e mais importante papel que vão (vamos) ter nessa vida.
 
Sem frescuras, sem paranóias, sem teorias desnecessárias... somos mães e pronto! ; )
 
# não posso deixar de dizer que tenho em quem me espelhar, já que minha mãe sempre trabalhou fora, teve 3 filhos e deu conta do recado muito bem!!! Qualidade e quantidade, quando bem equilibradas, fazem milagres ; )

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